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Projeto apoiado pela Fundect usa nanotecnologia para ampliar efeito de quimioterápicos.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 04/03/2026
Por: Governo MS
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
(UFMS), com apoio do Governo do Estado, por meio da Semadesc (Secretaria de
Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Fundect
(Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado
de Mato Grosso do Sul), avançou no desenvolvimento de uma nova forma de
“transportar” medicamentos usados na quimioterapia.
O transporte é como o medicamento entra no organismo, circula pelo corpo
e chega à célula doente. Em testes experimentais, a tecnologia alcançou até
99,6% de inibição do crescimento tumoral e redução superior a 90% no peso dos
tumores, ou seja, o câncer cresceu menos e permaneceu menor.
O projeto foi contemplado pela Chamada Especial Fundect/UFMS 23/2022 –
Atração de Recém-doutores para Mato Grosso do Sul, com recursos da Fundect, e
também recebeu recursos do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), iniciativa
voltada ao fortalecimento da pesquisa científica aplicada à saúde pública em
parceria com o Ministério da Saúde.
O estudo trabalha com nanopartículas, estruturas extremamente pequenas
(milhares de vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, por exemplo).
Produzidas a partir de sílica, essas partículas funcionam como “veículos” dos
medicamentos, levando o quimioterápico, através do corpo, diretamente até as
células doentes. Desta forma, é possível manter o efeito do tratamento
utilizando quantidades menores do fármaco.
“O planejamento do tamanho e da morfologia da matriz carreadora, assim
como a adição dos fármacos, foi bem-sucedido, mantendo a atividade anticâncer
dos medicamentos e reduzindo as concentrações necessárias”, afirma o professor
da UFMS, Marcos Utrera Martines, responsável pela pesquisa. Nos testes
realizados em laboratório, as nanopartículas demonstraram forte capacidade de
impedir a multiplicação das células tumorais. Os resultados também indicaram
alta seletividade, ou seja, a tecnologia foi muito mais eficaz contra células
cancerígenas do que contra células saudáveis, o que aponta para a possibilidade
de reduzir efeitos colaterais comuns da quimioterapia tradicional.
Em uma etapa seguinte, os pesquisadores avaliaram o desempenho da
tecnologia em testes experimentais que analisaram o crescimento e o peso dos
tumores. As nanopartículas contendo citarabina e doxorrubicina apresentaram os
melhores resultados, com índices de inibição do crescimento tumoral de até
99,6% e redução do peso tumoral acima de 90%.
A pesquisa também utilizou o ácido fólico como estratégia de direcionamento.
Muitas células cancerígenas apresentam grande quantidade de receptores dessa
substância, o que facilita que o medicamento seja conduzido preferencialmente
até o tumor.
O professor Martines explica que o ácido fólico funciona como um
'endereço' para o medicamento, pois muitas células cancerígenas têm mais
receptores dessa substância em sua superfície. “O ácido fólico é usado como
direcionador de fármacos porque diversas células cancerígenas superexpressam
receptores de folato na sua superfície”, completa.
O projeto resultou ainda em pedidos de patentes e apresenta potencial de
transferência tecnológica para o setor produtivo e para o Sistema Único de
Saúde (SUS), por meio de parcerias para o desenvolvimento produtivo ou da
criação de empresas de base tecnológica. A expectativa da equipe de
pesquisadores é que, com a continuidade dos estudos, a tecnologia contribua
para ampliar o acesso a tratamentos mais eficientes e com menor impacto ao
organismo.
“Ao apoiar projetos como este, a Fundect fortalece a pesquisa científica
em Mato Grosso do Sul, estimula a formação de pesquisadores qualificados
atraindo mais doutores para nosso Estado e contribui para o desenvolvimento de
tecnologias com potencial de aplicação futura no Sistema Único de Saúde”, afirma
Cristiano Carvalho, diretor-presidente da Fundect.
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